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OS MAIS TRANSPARENTES:
O instituto Internacional de Finanças avaliou os esforços hoje realizados pelos 30 países mais ativos na captação de recursos externos, especificamente quanto às práticas de divulgação de informações relevantes aos investidores internacionais. Esses mercados foram estudados a partir de 20 critérios, que levam em conta as formas de interação estabelecidas com o investidor, a disseminação de dados e de políticas macroeconômicas, os canais de comunicação disponibilizados e a realização de auto-avaliações. A partir de pesos diferenciados para cada critério, o país que obteve a melhor nota foi o Brasil. Na outra ponta, figuram como os menos transparentes dois dos quatro maiores emergentes: China e Rússia, junto com República Dominicana, Equador, Marrocos, Tunísia e Vietnã.
Brasil (37 pontos); Filipinas (35 pontos); México (34 pontos); Turquia (31 pontos); Coréia do Sul (30 pontos); Chile (28 pontos).
(Fonte: Revista Mundo Corporativo – nr. 11)
EMPRESA NÃO É VAMPIRO:
Há pessoas que confundem trabalhar, dedicar-se à empresa, aos clientes, ao mercado, à marca, com “dar o sangue...” pela empresa. Essas pessoas são as chamadas “ativistas”. Matam um leão por dia, como elas próprias dizem, trabalham, trabalham, trabalham. São pessoas muito “ativas”, que vivem correndo de um lado para outro, para cima e para baixo. A pergunta é a seguinte: será que o que essas pessoas demasiadamente “ativas” estão fazendo é o que elas deveriam estar fazendo? Será que o que elas estão fazendo está criando a empresa de amanhã, aumentando a fidelização de clientes à marca? Será que está agregando valor para os clientes e para a empresa? Será que não é apenas uma grande “poeira” para que todos vejam, sem eficácia alguma? Será que não é simplesmente atormentar a vida de todos, querendo que os outros tenham pena delas?
Empresa não é vampiro! Ela não precisa do “sangue” dos seus funcionários para sobreviver. Ela precisa muito mais da inteligência, do comprometimento, da participação, da atenção aos detalhes. Uma empresa precisa de funcionários que realmente reinventem a relação empresa-mercado-marca-clientes.
É claro que funcionários dedicados e sempre presentes são avaliados positivamente. É claro que funcionários que trabalham muito são valorizados. Porém, é preciso que tenhamos uma preocupação genuína com a qualidade da utilização de nosso tempo. Não basta ficar 12 horas por dia fazendo coisas irrelevantes para o sucesso da empresa e de seus clientes.
Sempre desconfiei de pessoas que dizem: “dar o sangue”, pela empresa. Que nunca tiram férias, que se acham insubstituíveis. Gostaria de sugerir que você fizesse uma análise de suas atividades e visse se você anda fazendo coisas realmente relevantes para o sucesso de sua empresa. Veja se o que você faz realmente agrega valor para a marca, para o mercado, para os clientes.
E, por favor, não use esse artigo como desculpa para trabalhar menos, para se comprometer menos. Pelo contrário. A mensagem é de comprometimento total e, para que isso seja realidade, é preciso que demos à empresa muito mais nosso comprometimento, inteligência e vontade do que nosso “sangue”.
Lembre-se: empresa não é vampiro!
(Prof. Luiz Marins – Antropólogo e Consultor. Fonte: Revista TAM Magazine – Ano 2 – nr. 24) |