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EDIÇÃO NÚMERO 64 - 01 DE DEZEMBRO DE 2005

Menos da metade das empresas
transforma decisões em ações

16.11.2005 - REVISTA EXAME

Estudo da consultoria Booz Allen Hamilton mostra que a maior parte das companhias consegue chegar a um consenso sobre o que fazer, mas é incapaz de implementar medidas EXAME Um dos maiores desafios das empresas não é vencer a concorrência ou aumentar os lucros, mas sim transformar as decisões tomadas por algum nível gerencial da diretoria até o supervisor do chão-de-fábrica em ações efetivas. A conclusão é de um estudo da consultoria Booz Allen Hamilton com 50 000 empresas de todo o mundo, lançado em dezembro de 2003 e concluído no início de novembro. Segundo a pesquisa, 54% das empresas avaliadas são incapazes de converter rapidamente uma decisão em ações.
A pesquisa encontrou quatro tipos de empresas ineficientes. O principal que envolve 27% da amostra é a organização "passiva-agressiva". Nela, todos sabem o que fazer, o consenso sobre estratégias e objetivos é alcançado rapidamente, mas, na prática, nada muda porque as idéias não saem do papel. O segundo tipo, que corresponde a 10% dos pesquisados, é a organização que cresceu demais. Nessas empresas, o porte e a complexidade de seus negócios tornaram impossível sua gestão por um pequeno grupo de executivos.
Com 9% da amostra, outro exemplo de empresa ineficiente é a "supergerenciada", na qual diversos níveis de gestores se sobrepõem, criando um ambiente altamente burocrático e suscetível a politicagens. Por último 8% das companhias foram classificadas como "movidas a explosões", isto é, possuem funcionários talentosos e motivados, mas que raramente atuam na mesma direção.

Destaque chinês
As empresas pesquisadas pertencem a mais de 100 países. Proporcionalmente, a Suíça é o país com maior número de empresas capazes de transformar idéias em ações. Os suíços participaram com 305 empresas, das quais, 64% apresentavam condições satisfatórias neste quesito. O destaque, porém, ficou com a China, que surgiu em terceiro lugar, atrás da Itália. Das 1 062 companhias chinesas avaliadas, 54% são eficientes em agir de acordo com as decisões tomadas.
Entre as surpresas negativas, estão os Estados Unidos. Foram pesquisadas 2 726 companhias americanas. Apenas 33% delas apresentaram bom desempenho. A taxa ficou abaixo, inclusive, da brasileira. Das 467 companhias avaliadas no Brasil, 37% conseguem verter idéias em ações rapidamente.
Colaboração: A. M. B.


Tudo depende de mim...
Charlie Charplin

"Hoje levantei pensando no que tenho que fazer antes que o relógio  marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia terei hoje. Posso reclamar que está chovendo ou agradecer as águas por levarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar. Posso lamentar decepções com os amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente, esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar a forma."
Colaboração: Cláudia.


GERUNDIO, O MAL DO MUNDIO!
(BATENDO NA MESMA TECLA)

O uso do gerúndio, como linguagem coloquial, vem complicando a vida das pessoas.  Muitas vezes, com o intuito de falar difícil, orações simples se transformam num suplício para quem as lê ou as ouve. O hábito tem se tornando tão comum que não é incomum vermos personalidades empregando o gerúndio, como também professores e palestrantes.
Se você não tem muita idéia do que significa o mal uso do gerúndio, abaixo segue uma orientação retirada do site www.escolavesper.com.br/gerundio.htm:
O gerúndio apresenta duas formas: a simples (saindo, ganhando)
e a composta (tendo ou havendo saído, ganhado). A forma simples expressa uma ação em curso e a composta, uma ação concluída:
Saindo de casa, a chuva desabou. Tendo saído tarde, atrasou-se.

Usos
 
1. Define uma circunstância adverbial (causa, tempo, modo, meio, condição, concessão etc.): Podendo, sairei mais cedo. Estando doente, não podia trabalhar.

2. Modifica um substantivo ou palavra substantivada: Observei o menino estudando atentamente. Havia gente saindo por todo lado. Pode ser substituído pela expressão com o pronome que (que estudava, que saía) ou pelo infinitivo com a preposição a (a estudar, a sair).

3. Nas locuções verbais, como predicativo e como aposto do sujeito: Estive trabalhando muito. Ela vive bebendo.
As crianças, vendo a mãe chegar, encerraram a brincadeira.
 
4. Com a preposição em: Em se tratando de política, João dominava o assunto.

ATENÇÃO! Observe quando não se deve usar o gerúndio:

1.  Nos casos em que ele equivale a uma oração adjetiva (exprime uma qualidade do substantivo e pode ser substituído por que mais indicativo ou subjuntivo): Necessita de uma secretária falando espanhol. (correto: que fale) Procurava um automóvel contendo ar-condicionado. (correto: que contivesse)
 
2. Nos casos em que o gerúndio pode ser substituído
pelas preposições de ou com: Um candidato tendo doutorado. (com) Um apartamento dispondo de três dormitórios. (de, com)
 
3. Com infinitivo flexionado: Devendo serem feitos reparos. (Use: Devendo ser feitos reparos).

Além disso, evite o uso exaustivo do gerúndio e NUNCAnunca mesmo! – adote o abominável "gerundismo" como prática: Vou estar falando com você amanhã. Quero estar dando isso a ele ainda hoje. Pretendo estar telefonando ao chefe mais tarde. Basta: Vou falar, Quero dar e Pretendo telefonar.

Esta mania está tomando uma proporção tão grande que não é anormal vermos até professores se enrolando com o uso do mesmo.