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EDIÇÃO NÚMERO 64 - 01 DE DEZEMBRO DE 2005

FACULDADE  MENTAL.
AGORA,  OFICIALMENTE,
O JORNAL PARALELO DA FNH.

Já fomos chamados de imprensa marrom, de jornaleco, de jornal pirata, de jornal sem credibilidade e de outros tantos adjetivos pejorativos que até perdemos a conta. Há quem goste, há quem não goste, há quem leia, a quem não leia, mas não importa. Se o “Faculdade Mental” foi criado quase como uma brincadeira, há muito tempo não é mais. Contudo, não perdemos a irreverência, a malícia, o deboche, o tom crítico. Aliás, não perdemos nada em relação ao primeiro dia. Mas ganhamos muito. Ganhamos maturidade ao entender nossa função e desenvolvemos o senso de compromisso, a responsabilidade com as informações veiculadas e, principalmente, ganhamos muitos leitores.

Foram necessários vários meses para que a direção da FNH se dirigisse publicamente ao Faculdade Mental. E através de ninguém menos do que o Prof. Alfredo Melo, diretor geral da FNH. E, com certeza, os elogios nos envaidecem, ainda mais ao sabermos que é nosso leitor assíduo (está vendo só Ernani? Até o Prof. Alfredo nos lê). Contudo, mais do que vaidade, é o sentimento de vermos ampliada a nossa responsabilidade na conduta do FM. Não nos sentimos com mais, ou menos, autoridade para falar aos alunos, professores e direção da faculdade. Apenas o faremos ainda mais certos de que estamos cumprindo um papel importante dentro de nossa comunidade, e que, democraticamente, a direção da faculdade nos ouve.

O espaço da crítica jamais ocupará o espaço do elogio, quando este for merecido. O fato de reconhecer os esforços não ameniza a intensidade e as conseqüências de determinados erros. Mas entendemos, também, que os erros fazem parte de um processo construtivo, e só erra quem tem coragem de tentar acertar.

Ao longo destes 18 meses não pautamos nossa conduta em críticas sem sugestões. Sugerimos, sim, e poderíamos sugerir até muito mais. Mas, não podemos fazê-lo sem que exista a possibilidade do diálogo. Pedimos, então, que a FNH libere professores e funcionários para interagir com o FM. Não estamos falando de uma interação que crie polêmica, nem mesmo estabelecer diálogos sobre temas do cotidiano da faculdade. Estamos falando de contribuições efetivas, matérias relevantes, textos, materiais que colaborem na formação acadêmica e social de cada aluno.

Não há motivos para preocupação sobre a possibilidade do FM vir a acabar. Criamos um veículo que pretende sobreviver às pessoas que eventualmente passem pelo seu comando. Para isso, temos nos preparado e, preparado colaboradores que agreguem valor aos princípios do FM.

Assim, não importa se nos olham como imprensa marrom, jornaleco, jornal pirata, jornal sem credibilidade ou seja lá do que for. Aos que gostam e lêem o FM, muito obrigado. O reconhecimento da FNH só foi possível porque vocês acreditam em nós. Aos que não gostam e não lêem, uma dica: toda semana tem uma nova edição para vocês reverem suas opiniões.


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