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A (IR)RESPONSABILIDADE DA PIZZA
Um crime, muito maior que todos os crimes, está acontecendo no Brasil. Tão criminoso quanto colocar ‘catchup’ numa pizza, ainda que haja quem goste disso (gosto é gosto). E de certa forma é isso mesmo o que estão fazendo debaixo do nosso nariz, debaixo do nosso silêncio, debaixo da nossa mais completa falta de senso de indignação, o que sobra em "nuestros hermanos" argentinos, ainda que não sejam lá “flor que se cheire”, diante da costumeira arrogância argentina. Brasileiro não se indigna. São poucos. Somos um povo que adora a pizza. Basta saber de um recheio novo em uma pizza e nós adoramos. E quando acaba em pizza, a sensação não deixa de ser boa. Quem sabe se a psicologia, a neuro lingüística, ou alguma outra ciência explique o fenômeno. O fato é que estamos vendo - sem indignação - as mais nojentas manobras políticas em nosso país, e na nossa faculdade pouco se discute isso. Muitos professores não citam o assunto, não permitem que os desvios em sala de aula aconteçam, e muito menos estimulam que aconteçam. Não são apenas matérias curriculares que formam um cidadão. E um administrador disposto a ter sucesso no seu negócio precisa de uma gestão que leve em conta a cidadania e a politização das pessoas. Não se trata de influenciar ninguém por uma corrente ideológica, mas, sim, de abrir espaço e incentivar o senso de responsabilidade civil nas pessoas, em seus colegas, amigos, funcionários. A faculdade é um berço natural do discurso político. Ao longo de suas histórias, as grandes universidades do mundo contribuíram na formação de personalidades que marcaram a história da humanidade. Harvard e Oxford fizeram parte da história acadêmica de diversos políticos e grandes pensadores de seus países e do mundo. E isso é uma obrigação de uma grande instituição: fazer parte da história de vida de seus alunos. O mercantilismo do ensino superior, lamentavelmente, encurtou este caminho. Temos colegas que estão saindo da faculdade e não tem redação própria. Alguns nem pensamento próprio. São levados pelas massas arrebatadoras de cérebros e refugiam suas ignorâncias nas religiões de consumo, nos eventos estimulados para que esta ignorância se perpetue. Mas as pessoas não lêem, elas não se informam, apenas comem pizza, lembra?. A FNH deveria abrir e estimular este debate. Deveria promover o debate. Mas ninguém quer ouvir palestras. Este modelo não dá certo com o público da FNH. É preciso buscar outro modelo que estabeleça o diálogo com os alunos numa linguagem que gere mão dupla. Estamos no mundo da interatividade. Aluno em sala de aula não fica apenas ouvindo o professor. Dialoga com ele. Troca impressões. Por isso, amigos, LEIAM. Nosso país precisa de profissionais capacitados para empurrá-lo para frente. As empresas buscam profissionais com capacidade para impulsioná-las para o crescimento, e não apenas pessoas diplomadas buscando a garantia de um salário razoável no final do mês. Se indigne com a situação que estamos vivendo. Provoque o debate, discuta os fatos, crie momentos para interagir sobre o assunto. O mercado espera muito de você. E tem muito a oferecer se você desenvolver seu senso de cidadania. Não permita que sua graduação acabe com uma bela de uma pizza. Muito menos se for com "catchup". Arrg!!!!!
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