PUBLICIDADE
 
EDIÇÃO NÚMERO 52 - 09 DE SETEMBRO DE 2005

Se a moda pega!!!!!
Dano moral. O juiz Luís Cláudio Rodrigues condenou um aluno do curso de jornalismo da Estácio de Sá em Petrópolis a indenizar um professor em R$ 3 mil por danos morais. O aluno, em plena sala de aula, agrediu o professor super querido com termos como "vá para a p. q. p", ou "eu é que pago seu salário".

AFINAL, QUEM É O CLIENTE?
É muito comum ouvirmos pelos corredores da faculdade, vindo de alunos, a expressão “eu pago a faculdade, portanto eu sou cliente”. Aos olhos de uma relação meramente “legal”, está visão não está incorreta, afinal, quem paga é cliente. Mas, em se tratando de uma faculdade, essa expressão estaria 100% correta? Segundo uma das definições do dicionário Houaiss, cliente é “cada um dos indivíduos socioeconomicamente dependentes que fazem parte de uma clientela”. Dentro deste conceito, podemos dizer que o aluno é cliente, a faculdade é cliente e o professor é cliente. Mas ainda assim, digamos que apenas o aluno fosse o cliente, que direitos isso lhe dá? Por ser cliente ele pode faltar às aulas sem receber a devida falta? Ele pode deixar de fazer prova e receber a nota mesmo assim? Ele pode entrar e sair da aula sem se preocupar se está incomodando os outros alunos ou professores? Ele pode deliberadamente atender ao celular na sala sem se preocupar se isso incomoda os “outros clientes”? É muito simples se intitular cliente quando olhamos apenas a parte de que “nos serve”. Mas e a nossa parte?

Afinal, quem se forma é cliente ou aluno? Quem são os clientes de uma instituição de ensino? O mercado de trabalho capta na Faculdade cliente ou aluno? O produto de uma instituição de ensino... qual é?  O cliente compra o produto que quer! E o aluno? O projeto pedagógico de um curso (da educação infantil a pós-graduação) é idealizado para que? Para atender um cliente ou um aluno, ou ao mercado? Esta reflexão deve e precisa ser feita, pois estamos estudando para sermos administradores, contabilistas e advogados. No mercado de trabalho não nos basta argumentos frágeis, embasados num conceito capitalista e emocional. Temos que ter um embasamento concreto em nossos questionamentos. No mercado o respeito se dá pela coerência e consistência das argumentações, não vale a frase do “quem chora mais paga menos”. Portanto, façamos, todos, inclusive a FNH, uma reflexão sobre “quem é cliente de quem”.

Não deixem de enviar suas mensagens através do “Fale Conosco”.