PUBLICIDADE
 
EDIÇÃO NÚMERO 40 - 18 DE MAIO DE 2005

Instalamos uma pseudo-escuta eletrônica na pseudo-sala de reunião da pseudo-diretoria da Faculdade e captamos os seguintes pseudo-diálogos:

Alfredo – Esse pessoal do jornalzinho fala muita bobagem, mas até que tem ajudado a gente sim.

Marlene – É verdade, mas temos de proibir os funcionários de interagirem com eles.

Professor I – Mas por quê? Se eles têm ajudado, não vejo motivos

Professor II – E além do mais, as críticas são construtivas e muito divertidas, eu adoro quando recebo o editorial.

Coordenador I – Ô bitcho, os caras até podem ser engraçados, mas chefe é chefe, e ordens são para ser cumpridas. Eu tô doido para descobrir quem são. Tenho até uma idéia.

Coordenador II – Eu acho que não é bem assim não, nós também já fomos universitários e temos de compreender os anseios dos alunos, a relação fica mais sadia e todos saímos ganhando.

Alfredo – O passado e o futuro a Deus pertence, e esses caras tão achando que sabem mais que todo mundo e, metem a colher em tudo que é assunto pertinente a Faculdade, não posso admitir isso pois é uma ingerência administrativa.

Professor III – Mas professor, digo, chefe, o mundo tá mudando, as relações “capital – trabalho” hoje são mais democráticas, ambos são colaboradores em busca de um bem comum, não podemos ser autoritários.

Marlene – É verdade, inclusive na minha aula eu ensino isto aos meus meninos... como ensinar e não praticar?

Coordenador II – E deveríamos fazer um plebiscito e ver o que os funcionários pensam a respeito.

Coordenador I – Tudo bem bitcho, desde que só votem os que têm pelo menos uns 3 mestrados e 4 doutorados, de preferência no exterior

Coordenador II – Calma, desse jeito nem a Marlene vota

Professor II – Por que não fazemos o seguinte; vamos participar da festa de um ano do jornal, conhecer as pessoas melhor, suas idéias e depois emitimos nossa opinião sem “pré-conceitos”.

Alfredo – Bem, se for o desejo da maioria... mas eu não vou não, sabe como é, pode pegar mal... mas dê os meus parabéns a eles.

Marlene – O que pena, estarei em Brasília dia 18 e vou perder a festa, mas vê se guardam um pedaço do bolo pra mim tá gente!